Eu nunca poderia ter chegado longe se tivesse optado pela carreira de magistrada do Ministério Público, porque o khol e as sombras muito escuras fazem-me os olhos pequeninos e perco logo metade da graça.
November 21, 2009
November 18, 2009
better half

Sempre me interessou e soou familiar a simplicidade da língua inglesa, por oposição à formalidade toda balizada e rígida do português (que adoro e não pára de me surpreender a cada volta do dicionário). Tem expressões maravilhosas e esta, better half, é das que habita na parte mais morna do meu coração. Hoje faz todo o sentido que encime um post.
foto PS
November 14, 2009
azeitona segura

Será que não há ninguém a ler este blog que me recrute para dar nomes às operações das forças de segurança deste país?
Chamar Azeitona Segura a uma operação policial - bem fixe por sinal, a meter motos 4 e tudo - que impeça que se roubem as azeitonas espalhadas pelas oliveiras do Portugal, é o mesmo que despachar pareceres técnicos geniais com um "Concordo" ou um "Autorizo nos termos propostos".
coisas do post:
deixem-me ser doméstica,
do rectângulo,
mudar o mundo
November 09, 2009
do país dos matraquilhos
Mais um post que não viu a luz do dia. Tenho de dar um jeito ao meu sentido auto-crítico.
Num dos "meus restaurantes", serviram um Jameson que era tanto Jameson quanto eu sou uma top model nórdica.
O carro entrou na reserva quando eu vinha do aeroporto e pensei ir logo pôr gasolina porque assim comprava tabaco e não ficava ansiosa se saísse tarde e tivesse de ir à bomba primeiro, mas só havia cigarros muito grandes e todos tinham ficado sem gasolina.
O avião está com problemas técnicos e eu estou aqui a ver ponteiros. Felizmente agora tenho um caleidoscópio.
Afinal ainda faltava um episódio da série 3 do Dexter.
Custa-me muito tirar fotos com a máquina de rolo, porque depois de revelar os rolos não me apetece digitalizar. Também me custa com a digital porque já me cansa a quantidade de lixo informático que geramos todos os dias.
Acho que devia ser obrigatório formatar os discos todos no dia em que fazemos anos.
Espero que ninguém compre aquela casa. Sempre que estou prestes a passar lá, sofro um bocadinho, a antecipar betoneiras e andaimes e capacetes amarelos.
A folha do calendário do mês de Novembro tem uma fotografia com palmiers. Agora compreendo porque certas pessoas vão sempre à mesma oficina.
Num dos "meus restaurantes", serviram um Jameson que era tanto Jameson quanto eu sou uma top model nórdica.
O carro entrou na reserva quando eu vinha do aeroporto e pensei ir logo pôr gasolina porque assim comprava tabaco e não ficava ansiosa se saísse tarde e tivesse de ir à bomba primeiro, mas só havia cigarros muito grandes e todos tinham ficado sem gasolina.
O avião está com problemas técnicos e eu estou aqui a ver ponteiros. Felizmente agora tenho um caleidoscópio.
Afinal ainda faltava um episódio da série 3 do Dexter.
Custa-me muito tirar fotos com a máquina de rolo, porque depois de revelar os rolos não me apetece digitalizar. Também me custa com a digital porque já me cansa a quantidade de lixo informático que geramos todos os dias.
Acho que devia ser obrigatório formatar os discos todos no dia em que fazemos anos.
Espero que ninguém compre aquela casa. Sempre que estou prestes a passar lá, sofro um bocadinho, a antecipar betoneiras e andaimes e capacetes amarelos.
A folha do calendário do mês de Novembro tem uma fotografia com palmiers. Agora compreendo porque certas pessoas vão sempre à mesma oficina.
coisas do post:
a insustentável leveza do ser,
aieuaieuaieu,
mumbo jumbo
November 03, 2009
provavelmente é mesmo por aí, sim
Mais em The Fun Theory.
(posto pela ordem que me mandou o Tito, a provar que há mails com "coisas" que merecem ser abertos)
coisas do post:
dúvidas razoáveis,
meninos,
mudar o mundo,
prazeres sem pecado
October 27, 2009
A juntar ao da Lia, o texto, diferente na abordagem, mas igualmente imperdível, do Rui Tavares sobre os Três Cantos.
October 26, 2009
William tell(s), 53
Mãe, tu sabes que tens cabelos brancos, não sabes?
October 23, 2009
o alinhamento e o texto da Lia
Guerra e paz
A travessia do deserto
Como um sonho acordado
Barca dos amantes
Onofre
Emigrantes da 4.ª dimensão (carta a J.C.)
Mariazinha
Eis aqui o agiota
Adeus orelhas-de-abano
A nova brigada-dos-coronéis-de-lápis-azul
O velho samurai
Cuidado com as imitações
O primeiro dia
Rosalinda
Quatro quadras soltas
Canto dos torna-viagem
A ilha
Não canto porque sonho
O charlatão
De não saber o que se espera
Ser solidário
Faz parte (ou o Retorno das Audácias)
Olha o fado
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades
Foi por ela
Que força é essa
Confederação
Maré alta
Inquietação
Na ponta do cabo
O texto da Lia na Blitz.
A travessia do deserto
Como um sonho acordado
Barca dos amantes
Onofre
Emigrantes da 4.ª dimensão (carta a J.C.)
Mariazinha
Eis aqui o agiota
Adeus orelhas-de-abano
A nova brigada-dos-coronéis-de-lápis-azul
O velho samurai
Cuidado com as imitações
O primeiro dia
Rosalinda
Quatro quadras soltas
Canto dos torna-viagem
A ilha
Não canto porque sonho
O charlatão
De não saber o que se espera
Ser solidário
Faz parte (ou o Retorno das Audácias)
Olha o fado
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades
Foi por ela
Que força é essa
Confederação
Maré alta
Inquietação
Na ponta do cabo
O texto da Lia na Blitz.
coisas do post:
concertos,
essenciais,
Fausto,
José Mário Branco,
o amor,
SG,
som
October 22, 2009
hoje é dia de festa
coisas do post:
Alice goes rócanderról,
concertos,
Fausto,
José Mário Branco,
mete-nojo,
SG,
som
October 20, 2009
Stuck in the middle with you.
Hoje estava um Cinquecento muito despistado na rua ao lado da minha casa. Ainda não eram 8h30 da manhã e ela (eu sei que estou a ser um nadinha sexista) já ali tinha história para as próximas semanas e despesa para dois ou três orçamentos. Despistou-se a subir a rua, em vez de a descer, que era o que faria sentido. Chovia quedeusadava e lá andava a rapariga numa fona, protegida com o impermeável (por acaso o impermeável era mais masculino, mas podia estar lá no carro para qualquer eventualidade do género) e sem poder trocar declarações amigáveis com os companheiros de estrada a quem amassou os carros. Podia ter sido o meu carro, porque calha muito estacionar por ali e não era este post tranquilo que agora aqui publicava. Tudo a levar para esta fotografia do Schulte Schultz, que não me apeteceu postar aqui apenas por dá cá aquela palha e preferi descontextualizar o melhor possível. Chama-se Stuck in the middle with you e decerto não foi nada que tivesse passado na cabeça da moça do acidente.
October 19, 2009
William tell(s), 52
Eu prefiro peças de teatro que recorram mais ao diálogo. Isto de estar a ouvir músicas mal seleccionadas e a representação da evolução do Homem não é a minha cena.
October 17, 2009
da série: até que enfim!
Uma das três melhores coisas de quando regressas é aquele desarrumado divertido que se espalha pela casa, metamoforseando-a num consulado das nossas coisas preferidas. Até me enchi de coragem e pus um 125 na F3, para ver se me deixo das preguiças que me vêm embaciando as objectivas.
October 16, 2009
good morning, good morning, good morning...
coisas do post:
c__m,
confrontos com a realidade,
foto,
lavaraialma,
mete-nojo,
nocturnos surrealistas,
respirar
October 13, 2009
head toon
I won't grow up - Ricky Lee Jones
I won't grow up
I don't wanna go to school
Just to learn to be a puppet
And recite a silly rule
If growing up means it would be
Beneath my dignity to climb a tree
I won't grow up, won't grow up, won't grow up
Not me.
I won't grow up
I don't wanna wear a tie
Or a serious expression
In the middle of July
And if it means that I must prepare
To shoulder burdens with a worried air
I'll never grow up, won't grow up, never grow up
So there
Never gonna be a man
I won't!
Like to see somebody try
And make me!
Anyone who wants to try
And make me turn into a man
Catch me if you can
I won't grow up
I don't wanna wear a tie
Or a serious expression
To try to act just like a guy
'Cause growing up's awfuller than
All of the awful things that's ever been
I won't grow up, won't grow up, won't grow up
Again
Growing up's awfuller than
All of the awful thing that's ever been
I won't grow up, never grow up, won't grow up
Again.
Not me.
Not I.
I won't grow up
I don't wanna go to school
Just to learn to be a puppet
And recite a silly rule
If growing up means it would be
Beneath my dignity to climb a tree
I won't grow up, won't grow up, won't grow up
Not me.
I won't grow up
I don't wanna wear a tie
Or a serious expression
In the middle of July
And if it means that I must prepare
To shoulder burdens with a worried air
I'll never grow up, won't grow up, never grow up
So there
Never gonna be a man
I won't!
Like to see somebody try
And make me!
Anyone who wants to try
And make me turn into a man
Catch me if you can
I won't grow up
I don't wanna wear a tie
Or a serious expression
To try to act just like a guy
'Cause growing up's awfuller than
All of the awful things that's ever been
I won't grow up, won't grow up, won't grow up
Again
Growing up's awfuller than
All of the awful thing that's ever been
I won't grow up, never grow up, won't grow up
Again.
Not me.
Not I.
coisas do post:
aieuaieuaieu,
bolas de pêlo,
palavras,
Rickie Lee Jones,
som
October 12, 2009
moral da autarquia (a rimar)
No Marco e em Felgueiras, o povo votou melhor que em Oeiras.
mais fantasmas
Se hoje aqui publicasse uma foto, seria esta. Não a consigo passar para aqui, mas serviria para ilustrar um daqueles momentos em que, quase parados, controlamos a ansiedade com consciência exclusivamente dedicada, quase vendo o ar que nos rodeia, fazendo de conta que não nos importamos com o bater ensurdecedor do tic-tac do ponteiro dos segundos. Falo de pedaços de espaço espesso, que mantemos suspensos para a eternidade, alentecendo os movimentos do corpo, fingindo que nem reparamos que o tempo nunca mais passa. Lembra-me o corredor da casa dos meu avós, em Viseu, comprido e escuro, com o chão daquela madeira de passos-eco, ladeado por uma assustadora arrecadação, onde se escondiam aflições indescritíveis (esconderão ainda?) e com apenas um interruptor numa das extremidades. Nesses dias, a menos que fosse responder a um pedido urgente, percorria-o sempre o mais devagar possível, convicta da presença mal-intencionada de vilões transparentes nas minhas costas, que só não me capturavam logo porque se divertiam a fazer-me morrer de vontade de correr até à luz morna da sala do fundo.
coisas do post:
egosphere,
foto,
saudades,
todos temos um passado
quanto tempo duram os fantasmas?
Será que já existem pessoas com coragem para baptizarem os filhos com o nome de Salazar?
coisas do post:
dúvidas razoáveis,
mumbo jumbo,
todos temos um passado
October 11, 2009
mind da gap
Blogger at work.
October 10, 2009
uma semana
coisas do post:
Chico Buarque,
escolher,
essenciais,
o amor,
saudades,
som
September 25, 2009
a diferença entre ser intelectualmente honesto e trabalhador por conta d'outrém
Não sei se aguento muito mais tempo este suspense de não saber se o meu chefe se vai embora já, ou se fica mais 15 anos. Ele também não. Já quer tanto ir embora que só me chateia se não tem outro remédio, ou se tem problemas relacionados com o ir-se embora que não saiba resolver por não saber como se escrevem. Os meus colegas parecem crianças de final de Agosto, cheias de saudades da escola, mas aterrorizados com os amiguinhos e o professor novo. O meu chefe (como a Maria, do último post do Ana de Amsterdam) é descarado e muito feio. Diz piadas inadequadas e desconcertantes, aliás, inadvertidas e desconcertadas. Espalha ordens e determina acontecimentos, mais ou menos quando se lembra ou se alguém lhe pisou os calos.
A mim o poder dá uma anfilaxia plenamente sintomática. A falta de sentido de oportunidade diminui-me a tensão arterial, a incapacidade para discernir a imagem global (a big picture, em linguagem que se perceba) faz-me taquicardia, os humores provocam-me distúrbios na circulação do sangue, a prepotência traz-me o edema da glote e a ignorância leva-me ao choque anafiláctico. E, com esta idade, não tenho dúvidas que todos havemos de saber distinguir a hora de dizer adeus. Se ficamos depois disso, nem é por sermos agarrados ao dinheiro ou à diferença que a nossa falta de tomates traz à vida dos outros. É porque somos uns palhaços, escondidos atrás de uma maquilhagem grotesca e a deprimir mais que a fazer rir.
Eu penitencio-me todos os dias, desde há uns 6 ou 7 anos, por não ter ânimo para dizer isto na cara do meu chefe, por não lhe explicar que, mesmo que no cenário meramente exemplificativo e temporário de ser verdade que uns nasceram para mandar e outros para obedecer, ele jamais faria história nos eleitos do primeiro grupo. É nestas alturas que me vejo misturada e sentada na sala de jantar, ocupada em nascer e morrer.
A mim o poder dá uma anfilaxia plenamente sintomática. A falta de sentido de oportunidade diminui-me a tensão arterial, a incapacidade para discernir a imagem global (a big picture, em linguagem que se perceba) faz-me taquicardia, os humores provocam-me distúrbios na circulação do sangue, a prepotência traz-me o edema da glote e a ignorância leva-me ao choque anafiláctico. E, com esta idade, não tenho dúvidas que todos havemos de saber distinguir a hora de dizer adeus. Se ficamos depois disso, nem é por sermos agarrados ao dinheiro ou à diferença que a nossa falta de tomates traz à vida dos outros. É porque somos uns palhaços, escondidos atrás de uma maquilhagem grotesca e a deprimir mais que a fazer rir.
Eu penitencio-me todos os dias, desde há uns 6 ou 7 anos, por não ter ânimo para dizer isto na cara do meu chefe, por não lhe explicar que, mesmo que no cenário meramente exemplificativo e temporário de ser verdade que uns nasceram para mandar e outros para obedecer, ele jamais faria história nos eleitos do primeiro grupo. É nestas alturas que me vejo misturada e sentada na sala de jantar, ocupada em nascer e morrer.
Subscribe to:
Posts (Atom)

