January 06, 2010
William tell(s), 54
É por estas e por outras que eu preferia ser desempregado!
January 03, 2010
da série: jet lag
Apesar de ter estado naquele outro mundo apenas 10 dias, no Domingo de manhã, quando entrei no Pingo Doce para comprar coisas para o pequeno-almoço, que não tinha (sou muito caseirinha com os pequenos-almoços), parecia que tudo resplandecia em quantidade e luz. Pela primeira vez reparei em como tudo está sempre tão organizadinho e pronto para que nós não consigamos resistir (teoria da conspiração à parte, não resisti às tangerinas, mas também quase nunca resisto). E lembrei-me daquela reportagem que transmitiram na SIC, pouco antes das minhas férias, em que explicavam a logística e o trajecto dos produtos do Continente. Lembrei-me que descobri nesse dia que a fruta que comemos é produzida para ter tamanhos semelhantes e o melhor aspecto. Que a que sai das medidas e padrões contratados, fica no chão. E que costuma ficar armazenada no frio cerca de um ano antes de nós a comprarmos. Em Luanda, as zungueiras não vendem a fruta mais bonita, mas morremos de vontade de a comprar quando a vemos elegantemente equilibrada nas bacias que anos e anos, e passos e passos, e horas e horas, profissionalizam sobre as cabeças e sorrisos. E nem os supermercados insípidos e parcos, a fazer lembrar os da minha infância nos idos de 70 e quase 80, trouxeram saudades das pirâmides de tangerinas do Pingo Doce (e se eu gosto de tangerinas!).
Saí com os sacos amigos do ambiente aviados e com a certeza que, de duas uma, ou sou muito impressionável, ou tenho de me diagnosticar um jet lag da alma.
coisas do post:
África,
Angola,
blogging,
c__m,
confrontos com a realidade,
day dreaming,
egosphere,
escolher,
foto,
Luanda,
respirar,
saudades
da banda

Quando o mundo de dentro de nós fica maior, o de fora fica mais apertado nos primeiros tempos. É muito difícil explicar o que nos faz África sem cair em clichés aborrecidos. Vou, por isso, e porque ainda é tão estranho regressar, reservar-me esse silêncio.
coisas do post:
África,
Angola,
c__m,
confrontos com a realidade,
esta conversa acaba aqui,
foto,
o amor,
saudades
December 29, 2009
o sabor das mangas
Aqui em Luanda é simples acreditar que temos de estar atentos, que há perigos mais ou menos compreensíveis e que se está numa cidade que baralha o seu potencial imenso com a impunidade mais displicente e a injustiça social mais esdrúxula (passe-se o lugar-comum). Por isso, e por tudo o resto que não se consegue explicar de África, é que sair pela primeira vez para fora do portão de casa, sem protecção ou companhia que dissuada avanços menos bem-intencionados, sabe a feito heróico e a liberdade nova.
Os passeios das ruas são trôpegos e obrigam a pequenos slaloms para evitar buracos e os restos de vida que todos acabam por deitar para o chão. Atravessá-las, às ruas, faz lembrar aqueles jogos de computador de plataformas, em que tem de se aproveitar o segundo exacto antes de passar o próximo jipe. Pouco importa, porque o ar morno que nos circunavega o arquipélago do corpo e da alma empurra-nos suavemente para a frente, reeditando o prazer dos primeiros passos e letras.
Não tardou a chegar a esquina que tinha descoberto horas antes, quando passei de carro e ar condicionado, recortada por mulheres e frutas nas bacias. Quando parei, rodearam-me todas, as frutas para que as cheirasse, as mulheres sorridentes e carinhosas para convencer a comprar as mangas que, ou eram grandes ou eram sem fios, as bananas mais maduras ou mais rijas, os mamões, os cajús, os maracujás... Não há balanças e a fruta quase nem é bonita. Hoje trouxe mangas e bananas e disse-lhes que voltava amanhã para comprar mais, se aquelas fossem boas. Garantiram-me que sim.
Voltei para casa devagarinho, atrasando aqueles metros de conquista que já trazia comigo do caminho de ida, prolongando de promessas a minha vontade de derivar os passos. As mangas, mornas como o ar daqui (quando não sufoca), chegam à língua como uma espécie veludo macio e áspero e são - não é difícil imaginar - as melhores que já provei.
Os passeios das ruas são trôpegos e obrigam a pequenos slaloms para evitar buracos e os restos de vida que todos acabam por deitar para o chão. Atravessá-las, às ruas, faz lembrar aqueles jogos de computador de plataformas, em que tem de se aproveitar o segundo exacto antes de passar o próximo jipe. Pouco importa, porque o ar morno que nos circunavega o arquipélago do corpo e da alma empurra-nos suavemente para a frente, reeditando o prazer dos primeiros passos e letras.
Não tardou a chegar a esquina que tinha descoberto horas antes, quando passei de carro e ar condicionado, recortada por mulheres e frutas nas bacias. Quando parei, rodearam-me todas, as frutas para que as cheirasse, as mulheres sorridentes e carinhosas para convencer a comprar as mangas que, ou eram grandes ou eram sem fios, as bananas mais maduras ou mais rijas, os mamões, os cajús, os maracujás... Não há balanças e a fruta quase nem é bonita. Hoje trouxe mangas e bananas e disse-lhes que voltava amanhã para comprar mais, se aquelas fossem boas. Garantiram-me que sim.
Voltei para casa devagarinho, atrasando aqueles metros de conquista que já trazia comigo do caminho de ida, prolongando de promessas a minha vontade de derivar os passos. As mangas, mornas como o ar daqui (quando não sufoca), chegam à língua como uma espécie veludo macio e áspero e são - não é difícil imaginar - as melhores que já provei.
December 24, 2009
December 15, 2009
de resto, é só calcular a margem de lucro
Depois de muito tornear na cabeça, cheguei à genial conclusão que a melhor prenda que podia oferecer-lhe, era proteger com bolsas plásticas os vinis que se acotovelam, alfabéticos, numa daquelas estantes com quadrados "vinilnómicos" do IKEA, as quase mágicas Expedit. Numa primeira pesquisa, ainda pouco esperançosa, perguntei ao meu colega de gabinete, moço das lides musicais, se ele conhecia dealers da coisa. Que sim, tinha conhecido, há uns anos, um tipo a quem comprara umas quantas capas, a 50 cêntimos cada, mas que o contacto se havia perdido nos idos dos bolsos e do rock 'n roll.
Eu, que já tinha esta engatilhada e sou medianamente teimosa, pego em mim e ligo para a Carbono. Sim, sim, tinham bolsas, tanto para os discos como para as capas cartonadas, cada uma a uns simpáticos 80 cêntimos de €uro. De olhos ainda arregalados e, mais por descargo de consciência que por acreditar que pudesse ser mais barato, telefonei para a Louie-Louie. Vendiam, cada uma a 1€. Sem comentários.
Embora nunca tivesse averiguado, estes preços estavam a parecer-me estranhamente caros - afinal trata-se de uns objectos de cacaracá, de polipropileno, desprovidos de design e quase superflúos - e avancei para medidas extremas: empunharia o meu rato, imbuída de alguma intuição e a inevitável banda larga, e exploraria a net. Muito site palmilhado depois, dou com um daqueles deliciosos foruns de pessoas que gostam muito de um tipo específico de coisas, no caso o hi-fi, todo um mundo de cabos e calibres e canais múltiplos. Nesse site, um pertinente audiófilo, o vinilsuporter, havia postado o nome e a morada do Sr. Cabral, proprietário de "um armazém de papel e plástico, com as portas a cair literalmente de podres", que vende as capas plásticas ao quilo (cerca de 55 capas cada kilo, num valor unitário de 5/6 cêntimos) e que (esse sim) mudou a minha vida.
Telefonei-lhe logo. Não quis que eu lhe fizesse uma transferência bancária antes de me mandar a encomenda, pôs tudo logo no correio, num embrulho à medida e à prova de qualquer transtorno no transporte, e ainda me enviou a factura em separado, com um cartão manuscrito em que, com uma das mais bonitas caligrafias, me comunicava que tinha expedido as capas e que ficava a aguardar a remessa do cheque, quando me fosse oportuno. Claro que mandei logo o cheque, acompanhado de uma carta, que fiz também questão de manuscrever, e onde lhe fiz todos os elogios que a decência me permitia.
Ontem chegou-me o recibo, com mais um cartão, desta vez escrito à máquina, agradecendo as minhas simpáticas palavras. Está bom de se ver que, da próxima vez que me abeirar do Porto, não deixarei de visitar o Sr. Cabral (até porque acabei por comprar capas a menos), para lhe experimentar o aperto de mão, que deve ser daqueles sinceros e exactamente antes do vigoroso, e para o ungir em pessoa com os elogios que lhe poupei na carta.
Porque ele merece, porque tanta gente gosta de vinil e porque anda aí muito agiota encoberto, fica a morada do armazém do Sr. Cabral, com quem espero que alguém que, um dia, espreite este blog, venha a ter o prazer de fazer negócio.
Carlos S. Cabral & Filhos, Lda
Rua Jose Falcão, 144, 4050-315 porto
Telefone 222004718
Eu, que já tinha esta engatilhada e sou medianamente teimosa, pego em mim e ligo para a Carbono. Sim, sim, tinham bolsas, tanto para os discos como para as capas cartonadas, cada uma a uns simpáticos 80 cêntimos de €uro. De olhos ainda arregalados e, mais por descargo de consciência que por acreditar que pudesse ser mais barato, telefonei para a Louie-Louie. Vendiam, cada uma a 1€. Sem comentários.
Embora nunca tivesse averiguado, estes preços estavam a parecer-me estranhamente caros - afinal trata-se de uns objectos de cacaracá, de polipropileno, desprovidos de design e quase superflúos - e avancei para medidas extremas: empunharia o meu rato, imbuída de alguma intuição e a inevitável banda larga, e exploraria a net. Muito site palmilhado depois, dou com um daqueles deliciosos foruns de pessoas que gostam muito de um tipo específico de coisas, no caso o hi-fi, todo um mundo de cabos e calibres e canais múltiplos. Nesse site, um pertinente audiófilo, o vinilsuporter, havia postado o nome e a morada do Sr. Cabral, proprietário de "um armazém de papel e plástico, com as portas a cair literalmente de podres", que vende as capas plásticas ao quilo (cerca de 55 capas cada kilo, num valor unitário de 5/6 cêntimos) e que (esse sim) mudou a minha vida.
Telefonei-lhe logo. Não quis que eu lhe fizesse uma transferência bancária antes de me mandar a encomenda, pôs tudo logo no correio, num embrulho à medida e à prova de qualquer transtorno no transporte, e ainda me enviou a factura em separado, com um cartão manuscrito em que, com uma das mais bonitas caligrafias, me comunicava que tinha expedido as capas e que ficava a aguardar a remessa do cheque, quando me fosse oportuno. Claro que mandei logo o cheque, acompanhado de uma carta, que fiz também questão de manuscrever, e onde lhe fiz todos os elogios que a decência me permitia.
Ontem chegou-me o recibo, com mais um cartão, desta vez escrito à máquina, agradecendo as minhas simpáticas palavras. Está bom de se ver que, da próxima vez que me abeirar do Porto, não deixarei de visitar o Sr. Cabral (até porque acabei por comprar capas a menos), para lhe experimentar o aperto de mão, que deve ser daqueles sinceros e exactamente antes do vigoroso, e para o ungir em pessoa com os elogios que lhe poupei na carta.
Porque ele merece, porque tanta gente gosta de vinil e porque anda aí muito agiota encoberto, fica a morada do armazém do Sr. Cabral, com quem espero que alguém que, um dia, espreite este blog, venha a ter o prazer de fazer negócio.
Carlos S. Cabral & Filhos, Lda
Rua Jose Falcão, 144, 4050-315 porto
Telefone 222004718
Sincerely, Alice.
PS - A estante ficou mesmo mais bonita. Desafio qualquer sueco a fazer melhor.
December 14, 2009
águas doces

O Miguel, Marujo de águas doces, voltou a pôr um bocadito do meu blog no dele e escolheu a Charlize Theron para ilustrar a gentileza. Segue para ele a vénia ruborizada do dia.
December 01, 2009
da série: questões fracturantes
Pode gostar-se do Indiana Jones e não gostar da Lara Croft?
November 30, 2009
parece-me quase perfeito (se excluirmos os animais ferozes)
O trabalho consiste em impedir que os miúdos entrem à socapa por baixo da tela, dar uma mão se acontecer alguma coisa com os animais, ajudar o projeccionista, escrever os avisos e os cartazes, tomar conta da impressão condigna de tudo isso, arranjar-se com a polícia, avisar o director de qualquer anomalia digna de menção, ajudar o senhor Manuel Traveler na parte administrativa, ajudar a senhora Atalía Donosi Traveler na bilheteira (se for caso disso), etc.
O Jogo do Mundo (Rayuela), Julio Cortázar
O Jogo do Mundo (Rayuela), Julio Cortázar
November 29, 2009
professora Amélia - a vingança (post um tanto ressabiado)
Por ter crescido numa pequena localidade, que não era carne nem peixe - chamavam-lhe, nesses idos de 80, Centro Urbano -, acabei, eu e os da minha criação, por não ter acesso a tudo o que nos devia acontecer. Por exemplo, só tive Educação Física do 1.º e no 2.º ano do Ciclo Preparatório e no 8.º ano do Secundário. As aulas do 8.º ano até eram giras, porque aconteciam num pavilhão ainda distante da escola e o caminho de ida-e-volta era sempre preenchido por aquelas parvoíces saltitantes que um bom grupo de adolescentes com rédea mais-ou-menos solta espalha à sua volta. A professora era um ser anódino que só recordo ser baixo e magro.
Já no Ciclo, no 2.º ano, a conversa era outra. Tínhamos sempre aulas no ginásio da escola, que era o ginásio onde eu treinava judo também, no final de algumas tardes da semana. Que eu me lembre, com excepção de mim, todas as outras meninas da turma, em vez do judo, tinham ginástica com a professora de Educação Física, a Professora Amélia. E a Professora Amélia fazia-me a vida negra porque eu, para além de nunca me ter achado particularmente dotada para aquelas mariquices das cambalhotas e dos pinos e das pontes, não compactuava com os assombros de graciosidade e cadência das outras discípulas. Durante anos, sempre que dava uma cambalhota, lá ouvia a malévola Professora Amélia a dizer que eu parecia um saco de batatas; até hoje, nunca mais tentei um pino; as pontes, aprendi-as há um par de anos, quando fiz yoga , porque ela nem me deixava tentar em condições (na altura, agradeci de cada vez que o fez).
Passados muitos anos e, se bem que não cisne, mas para trás deixado o patinho feio, lembro-me sempre com um sorriso da Professora Amélia, quando, no ginásio, me elogiam o rigor nos exercícios e a pulsão enérgica do treino.
Freud devia ter pensado na influência maligna que podem ter as professoras velhacas de Educação Física na auto-estima das marias-rapaz e a Professora Amélia devia um dia, por acaso, ler este post e reformar-se ligeiramente deprimida.
Já no Ciclo, no 2.º ano, a conversa era outra. Tínhamos sempre aulas no ginásio da escola, que era o ginásio onde eu treinava judo também, no final de algumas tardes da semana. Que eu me lembre, com excepção de mim, todas as outras meninas da turma, em vez do judo, tinham ginástica com a professora de Educação Física, a Professora Amélia. E a Professora Amélia fazia-me a vida negra porque eu, para além de nunca me ter achado particularmente dotada para aquelas mariquices das cambalhotas e dos pinos e das pontes, não compactuava com os assombros de graciosidade e cadência das outras discípulas. Durante anos, sempre que dava uma cambalhota, lá ouvia a malévola Professora Amélia a dizer que eu parecia um saco de batatas; até hoje, nunca mais tentei um pino; as pontes, aprendi-as há um par de anos, quando fiz yoga , porque ela nem me deixava tentar em condições (na altura, agradeci de cada vez que o fez).
Passados muitos anos e, se bem que não cisne, mas para trás deixado o patinho feio, lembro-me sempre com um sorriso da Professora Amélia, quando, no ginásio, me elogiam o rigor nos exercícios e a pulsão enérgica do treino.
Freud devia ter pensado na influência maligna que podem ter as professoras velhacas de Educação Física na auto-estima das marias-rapaz e a Professora Amélia devia um dia, por acaso, ler este post e reformar-se ligeiramente deprimida.
November 28, 2009
iluminismo
Hoje você é quem manda
Falou, tá falado
Não tem discussão
A minha gente hoje anda
Falando de lado
E olhando pro chão, viu
Você que inventou de inventar
Toda a escuridão
Você que inventou o pecado
Esqueceu-se de inventar
O perdão
Apesar de você
Amanhã há de ser
Outro dia
Eu pergunto a você
Onde vai se esconder
Da enorme euforia
Como vai proibir
Quando o galo insistir
Em cantar
Água nova brotando
E a gente se amando
Sem parar
Quando chegar o momento
Esse meu sofrimento
Vou cobrar com ljuros, juro
Todo esse amor reprimido
Esse grito contido
Este samba no escuro
Você que inventou a tristeza
Ora, tenha fineza
De desinventar
Você vai pagar e é dobrado
Cada lágrima rolada
Nesse meu penar
Apesar de você
Amanhã há de ser
Outro dia
Inda pago pra ver
O jardim florescer
Qual você não queria
Você vai se amargar
Vendo o dia raiar
Sem lhe pedir licença
E eu vou morrer de rir
Que esse dia há de vir
Antes do que você pensa
Apesar de você
Amanhã há de ser
Outro dia
Você vai ter que ver
A manhã renascer
E esbanjar poesia
Como vai se explicar
Vendo o céu clarear
De repente, impunemente
Como vai abafar
Nosso coro a cantar
Na sua frente
Apesar de você
Amanhã há de ser
Outro dia
Você vai se dar mal
Etc. e tal
Chico Buarque, 1970
coisas do post:
Chico Buarque,
mudar o mundo,
ódiozinhos,
quotidianos proletários,
respirar,
sons
November 21, 2009
da série: notas sobre o meu percurso profissional
Eu nunca poderia ter chegado longe se tivesse optado pela carreira de magistrada do Ministério Público, porque o khol e as sombras muito escuras fazem-me os olhos pequeninos e perco logo metade da graça.
November 18, 2009
better half

Sempre me interessou e soou familiar a simplicidade da língua inglesa, por oposição à formalidade toda balizada e rígida do português (que adoro e não pára de me surpreender a cada volta do dicionário). Tem expressões maravilhosas e esta, better half, é das que habita na parte mais morna do meu coração. Hoje faz todo o sentido que encime um post.
foto PS
November 14, 2009
azeitona segura

Será que não há ninguém a ler este blog que me recrute para dar nomes às operações das forças de segurança deste país?
Chamar Azeitona Segura a uma operação policial - bem fixe por sinal, a meter motos 4 e tudo - que impeça que se roubem as azeitonas espalhadas pelas oliveiras do Portugal, é o mesmo que despachar pareceres técnicos geniais com um "Concordo" ou um "Autorizo nos termos propostos".
coisas do post:
deixem-me ser doméstica,
do rectângulo,
mudar o mundo
November 09, 2009
do país dos matraquilhos
Mais um post que não viu a luz do dia. Tenho de dar um jeito ao meu sentido auto-crítico.
Num dos "meus restaurantes", serviram um Jameson que era tanto Jameson quanto eu sou uma top model nórdica.
O carro entrou na reserva quando eu vinha do aeroporto e pensei ir logo pôr gasolina porque assim comprava tabaco e não ficava ansiosa se saísse tarde e tivesse de ir à bomba primeiro, mas só havia cigarros muito grandes e todos tinham ficado sem gasolina.
O avião está com problemas técnicos e eu estou aqui a ver ponteiros. Felizmente agora tenho um caleidoscópio.
Afinal ainda faltava um episódio da série 3 do Dexter.
Custa-me muito tirar fotos com a máquina de rolo, porque depois de revelar os rolos não me apetece digitalizar. Também me custa com a digital porque já me cansa a quantidade de lixo informático que geramos todos os dias.
Acho que devia ser obrigatório formatar os discos todos no dia em que fazemos anos.
Espero que ninguém compre aquela casa. Sempre que estou prestes a passar lá, sofro um bocadinho, a antecipar betoneiras e andaimes e capacetes amarelos.
A folha do calendário do mês de Novembro tem uma fotografia com palmiers. Agora compreendo porque certas pessoas vão sempre à mesma oficina.
Num dos "meus restaurantes", serviram um Jameson que era tanto Jameson quanto eu sou uma top model nórdica.
O carro entrou na reserva quando eu vinha do aeroporto e pensei ir logo pôr gasolina porque assim comprava tabaco e não ficava ansiosa se saísse tarde e tivesse de ir à bomba primeiro, mas só havia cigarros muito grandes e todos tinham ficado sem gasolina.
O avião está com problemas técnicos e eu estou aqui a ver ponteiros. Felizmente agora tenho um caleidoscópio.
Afinal ainda faltava um episódio da série 3 do Dexter.
Custa-me muito tirar fotos com a máquina de rolo, porque depois de revelar os rolos não me apetece digitalizar. Também me custa com a digital porque já me cansa a quantidade de lixo informático que geramos todos os dias.
Acho que devia ser obrigatório formatar os discos todos no dia em que fazemos anos.
Espero que ninguém compre aquela casa. Sempre que estou prestes a passar lá, sofro um bocadinho, a antecipar betoneiras e andaimes e capacetes amarelos.
A folha do calendário do mês de Novembro tem uma fotografia com palmiers. Agora compreendo porque certas pessoas vão sempre à mesma oficina.
coisas do post:
a insustentável leveza do ser,
aieuaieuaieu,
mumbo jumbo
November 03, 2009
provavelmente é mesmo por aí, sim
Mais em The Fun Theory.
(posto pela ordem que me mandou o Tito, a provar que há mails com "coisas" que merecem ser abertos)
coisas do post:
dúvidas razoáveis,
meninos,
mudar o mundo,
prazeres sem pecado
October 27, 2009
A juntar ao da Lia, o texto, diferente na abordagem, mas igualmente imperdível, do Rui Tavares sobre os Três Cantos.
October 26, 2009
William tell(s), 53
Mãe, tu sabes que tens cabelos brancos, não sabes?
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