March 03, 2006

resposta múltipla

Quando começamos a sentir que somos estrangeiros, tornamo-nos logo nómadas?

11 comments:

dolphin.s said...

i wish......

Jorge Mourinha said...

Não. Mas dá vontade.

N. said...

sem perder a vontade, vamos nos confinando à caverna.

Dr. Scepticu said...

Ser nómada dá um trabalhão do caraças, pá.

margarete said...

eu tenho sido nómada, continuo estrangeira :/

(hi, scep, saudadinhas... "mais tarde" falo ctg :)*)

Dr. Scepticu said...

olha a marg, na caixa de comentários! :D

margem said...

sentirmo-nos estrangeiros... não sei pensar isto no sentido de nacionalidade/pátria, nunca percebi se tenho verdadeiramente estas noções interiorizadas mas, por outro lado, fora deste país, acredito que me sentiria estrangeira.

tornando-se-nos demasiado insustentável e claustrofóbico o espaço que habitássemos, logo demasiado forte o apelo de sermos nóamdas, tendo nós condições e perfil para o realizarmos, encontraríamos nessa nova natureza 'o lugar', '0 nosso lugar', 'a nossa identidade'?


(sentirmo-nos estrangeiros... penso-o em sentido existencial (pronto, ocorre-me já o Camus) e creio, sentindo-o asssim, nem como nómada, deixaria de o sentir, porque sempre o senti... estrangeira no mundo, na existência, em mim - )

margem said...

de «Aprendiz de Viajante» in "O Anjo Mudo":

«Hoje sei que o viajante ideal é aquele que, no decorrer da vida, se despojou das coisas materiais e das tarefas quotidianas.(...)
O olhar de cada um, sobre as coisas do mundo, é único, não se confunde com nenhum outro. (...)
O viajante aprendeu, assim, a cantar a terra, a noite ae a luz, os astros, as águas e a treva, os peixes, os pássaros e as plantas. Aprendeu a nomear o mundo.
Separou com uma linha de água o que nele havia de sedentário daquilo que era nómada; sabe que o homem não foi feito para ficar quieto. A sedentarização empobrece-o, secalhe o sangue, matalhe a alma - estagna o pensamento.
Por tudo isto, o viajante escolheu o lado nómada da linha de água. Vive ali, e canta - sabendo que a vida não terá sido um abismo, se conseguir que o seu canto, ou estilhaços dele, o una de novo ao Universo.»

Al Berto

menina-alice said...

Mas eu não falava dessas fronteiras físicas, margem. Essas também não as sinto...

margem said...

sim, eu senti que não era nada disso e a imagem dizia-mo também. aliás, ia começar a escrever sobre a foto, que é tão perfeita, tão 'nómada' (se me entendes)... mas frequentemente tenho estas terríveis dúvidas sobre o meu entendimento das coisas e baralhei-me toda...

(mas esse sentimento interior existencial é-me presente, sim, vive comido desde que me lembro e dói)

menina-alice said...

Sabes que acho fantástica essa capacidade que tens de dar nome às coisas, margem?