- Amélia Muge, 17-02-2007, Culturgest
- Cristina Branco canta Zeca Afonso, 17-02-2007, Teatro Municipal São Luiz
- Vitorino, 11-05-2007, Teatro da Trindade
- Ana Moura + Amélia Muge, 22-06-2007, Castelo
- Tinariwen, 5-07-2007, Cinema São Jorge
- Laurie Anderson, 15-07-2007, Culturgest
- Aimee Mann, 25-07-2007, Coliseu Lisboa
- Gogol Bordello, 27-07-2007, Castelo Sines
- Xutos & Pontapés, 9-12-2007, Praça Touros Campo Piquêno
- Mafalda Arnauth, 15-12-2007, Teatro da Trindade
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January 08, 2008
2007 quase não existiu para quem não viu
coisas do post:
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essenciais,
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Vitorino
os concertos da situação 2007
- Amélia Muge, 17-02-2007, Culturgest
- Cristina Branco canta Zeca Afonso, 17-02-2007, Teatro Municipal São Luiz
- Camané e a Orquestra Sinfónica Portuguesa, 27-04-2007, Teatro Municipal São Luiz
- Vitorino, 11-05-2007, Teatro da Trindade
- Maria João, 24-05-2007, Cabaret Maxime
- Ana Moura + Amélia Muge, 22-06-2007, Castelo
- Bajo Fondo Tango Club, 4-07-2007, Paradise Garage
- Tinariwen, 5-07-2007, Cinema São Jorge
- Laurie Anderson, 15-07-2007, Culturgest
- Aimee Mann, 25-07-2007, Coliseu Lisboa
- Gogol Bordello, 27-07-2007, Castelo Sines
- Ana Moura, 7-10-2007, CCB
- Mazgani, 17-10-2007, Santiago Alquimista
- Seu Jorge, 12-11-2007, Coliseu Lisboa
- Xutos & Pontapés, 9-12-2007, Praça Touros Campo Piquêno
- Mafalda Arnauth, 15-12-2007, Teatro da Trindade
coisas do post:
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essenciais,
o amor,
som,
Vitorino
2007 por tipologia
- Brad Mehldau, 24-01-2007, CCB - o segundo mais longo (em bom)
- Amélia Muge, 17-02-2007, Culturgest - o amor
- Cristina Branco canta Zeca Afonso, 17-02-2007, Teatro Municipal São Luiz - o amor puro
- The Devastations, 19-02-2007, Santiago Alquimista (1.ª parte, do imenso Mazgani) - o que melhor esqueci, excepto a parte do Mazgani
- Camané e a Orquestra Sinfónica Portuguesa, 27-04-2007, Teatro Municipal São Luiz - o mais arriscado
- Vitorino, 11-05-2007, Teatro da Trindade - muito amor também
- Sérgio Godinho, 16-05-2007, Teatro Municipal Maria Matos - o que teve mais brinquedos
- Bloc Party, 18-05-2007, Coliseu Lisboa - o "porque raio me meto eu nestas merdas?!"
- Maria João, 24-05-2007, Cabaret Maxime - o quase a perdoar uma data de coisas
- Jay Jay Johanson, 21-06-2007, CCB - o mais booooooooooooring
- Ana Moura + Amélia Muge, 22-06-2007, Castelo - mais amor, mas com frio
- Bajo Fondo Tango Club, 4-07-2007, Paradise Garage - o do bandoneonero giro
- Tinariwen, 5-07-2007, Cinema São Jorge - o com mais freaks e calor
- Pat Metheny & Brad Mehldau Trio, 8-07-2007, Aula Magna - o que teve mais azeite
- Laurie Anderson, 15-07-2007, Culturgest - o que quase não era
- Aimee Mann, 25-07-2007, Coliseu Lisboa - o da interrupção das férias
- FMM, 20 a 27-07-2007 (com tudo o que isso implica), Sines e Porto Côvo - o que se esticou mais
- Beduínos a Gasóleo + Petra + Janita Salomé, 6-10-2007, Santiago Alquimista - o de que tenho mais fotos
- Ana Moura, 7-10-2007, CCB - o que recordo menos
- Mazgani + Kurt Wagner, 17-10-2007, Santiago Alquimista - o da primeira parte
- Seu Jorge, 12-11-2007, Coliseu Lisboa - o mais longo
- Vitorino, 7-12-2007, Teatro da Trindade - o da repetição quase desnecessária
- Xutos & Pontapés, 9-12-2007, Praça Touros Campo Piquêno - a melhor surpresa
- Mafalda Arnauth, 15-12-2007, Teatro da Trindade - o da quase reconciliação
- Cristina Branco canta Zeca Afonso, 17-02-2007, Teatro Municipal São Luiz - o que teve menos piada que o que foi a brincar.
coisas do post:
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Camané,
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Cristina Branco,
essenciais,
Laurie Anderson,
SG,
som,
todos temos um passado,
Vitorino
September 21, 2007
da série: pequenos apontamentos mesmo antes de ir dormir
Detesto marchas populares. Visceralmente. O Zé Mário, e o Camané pelas mãos dele, fizeram-me abrir menos que uma mão de excepções, sempre com um esgarzinho de esquina na boca. Mas há uma marcha, uma marcha detestável que está numa data de discos do Vitorino e, em alguns deles, a fazer sentido absolutamente nenhum (e eu bem tento fazer uma análise o menos imparcial possível). Chama-se Marcha de Alcântara. Entre outros, foi incluída naquele que poderá ser o segundo melhor disco do Vitorino, Eu que me Comovo por Tudo e por Nada e devia ter sido discretamente censurada pela em má hora não criada CCMMIGD (Comissão de Censura de Músicas de Merda Incluídas em Discos).
É que já Alcântara é o que é. Absolutamente medonha, aparte do interior de algumas das melhores marisqueiras de Lisboa, infelizmente quase todas com aquele problema de servirem imperiais Sagres em vez de Super Bock.
Porquê uma marcha? Porquê Alcântara? Porquê, Vitorino?
É que já Alcântara é o que é. Absolutamente medonha, aparte do interior de algumas das melhores marisqueiras de Lisboa, infelizmente quase todas com aquele problema de servirem imperiais Sagres em vez de Super Bock.
Porquê uma marcha? Porquê Alcântara? Porquê, Vitorino?
coisas do post:
dúvidas razoáveis,
ódiozinhos,
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Vitorino
May 16, 2007
também podia ter sido esta, Dora
João
Tira o gabão
Vem o suão
Dos lados do Sião
Ai não...
No avião, o chão é uma ilusão
Por distracão
Vão todos prò Japão
E pra Cantão
Onde o barão
Assopra um furacão,
João...
Não deixes, não
Olha a navegação
E pois então,
Vai tudo pro porão
Com o pião
Joga na mão
Deita no caldeirão
Senão,
Vem o lobão
E pagas um tostão
Prò S. João
Te dar um borregão
Vitorino
May 12, 2007
O Sr. Ernesto da leitaria tinha um livro de assentar
E acabava por não cobrar muitos dos os copos de ginjinha, de Magos ou dos outros acompanhamentos das longas horas que Vitorino e os amigos passavam por lá. Ele, o Vitorino, lembra-se de tudo, mas não conta tudo.
Vitorino cantou belíssimamente hoje à noite no Teatro da Trindade (o meu segundo preferido em Lisboa). A voz está poderosa e no auge e o estilo que sempre usou e, por vezes, podia soar a marca estudada, parece agora a mais cristalina das suas verdades. O alinhamento (em baixo) é perfeito para um recital (como preferiu chamá-lo, pela proximidade que em constância mantém com o público) de espelho retrovisor e, felizmente, não acaba com o Menina Estás à Janela, mas antes numa afirmação de convicção ideológica muito bonita e de oportuna coerência, mas sem panfletos. Falou na medida e altura certas.
Pessoalmente, não me custa afirmar que foi o melhor concerto que vi este ano e uma viagem a anos que gosto de recordar e dos quais ele faz parte. Os temas que cantou só podem ter sido escolhidos directamente do meu cérebro. Cantou muito da colaboração com Lobo Antunes (a ideal e personal favourite na música portuguesa). E só arriscou uma música - de que também gosto - desta última fase em que me mantive discretamente afastada do seu trabalho. Estou reconciliada (vai ganhar label e tudo!).
O alinhamento
Poema (instrumental)
Senhora Maria
Sul
Fado da Prostituta da Rua de Sto. António da Glória
Fado Alexandrino
Cantigas do Maio
Poema
Se tu és o meu amor
Indo eu por i abaixo
Rouxinol repenica o canto
INTERVALO (para quem quisesse beber um copo, falar mal dele ou ir embora)
Bolero de um coronel sensível que fez amor em Monsanto
Semeei salsa ao reguinho
Cantiga d' um marginal do séc. XIX
Laurinda
Bárbara Rosinha
Ana 2
Meu querido Corto Maltese
Adeus ó Serra da Lapa
Queda do Império
Tinta verde
Leitaria Garrett
ENCORE
Marcha de Alcântara (aqui seria o Negro fado, mas eu não gosto de marchas populares)
Rua do Quelhas (dedicado a Mafalda Arnauth e JP Simões e à causa da música portuguesa na rádio)
Menina estás à janela
Maria da Fonte
Vou-me embora, vou partir
A morte saíu à rua
Falta dizer que o palco fez desejar ardentemente a máquina fotográfica e uma autorização especial para poder andar por ali à vontade ou, em alternativa, uma objectiva que apanhasse aquilo tudo e disfarçasse a inexperiência da artista. Na pantalha ao fundo, predominaram a geografia pessoal - Alentejo e Lisboa - e as pessoas e as palavras que estão na música dele.
Saíu feliz e de punho erguido.
Vitorino cantou belíssimamente hoje à noite no Teatro da Trindade (o meu segundo preferido em Lisboa). A voz está poderosa e no auge e o estilo que sempre usou e, por vezes, podia soar a marca estudada, parece agora a mais cristalina das suas verdades. O alinhamento (em baixo) é perfeito para um recital (como preferiu chamá-lo, pela proximidade que em constância mantém com o público) de espelho retrovisor e, felizmente, não acaba com o Menina Estás à Janela, mas antes numa afirmação de convicção ideológica muito bonita e de oportuna coerência, mas sem panfletos. Falou na medida e altura certas.
Pessoalmente, não me custa afirmar que foi o melhor concerto que vi este ano e uma viagem a anos que gosto de recordar e dos quais ele faz parte. Os temas que cantou só podem ter sido escolhidos directamente do meu cérebro. Cantou muito da colaboração com Lobo Antunes (a ideal e personal favourite na música portuguesa). E só arriscou uma música - de que também gosto - desta última fase em que me mantive discretamente afastada do seu trabalho. Estou reconciliada (vai ganhar label e tudo!).
O alinhamento
Poema (instrumental)
Senhora Maria
Sul
Fado da Prostituta da Rua de Sto. António da Glória
Fado Alexandrino
Cantigas do Maio
Poema
Se tu és o meu amor
Indo eu por i abaixo
Rouxinol repenica o canto
INTERVALO (para quem quisesse beber um copo, falar mal dele ou ir embora)
Bolero de um coronel sensível que fez amor em Monsanto
Semeei salsa ao reguinho
Cantiga d' um marginal do séc. XIX
Laurinda
Bárbara Rosinha
Ana 2
Meu querido Corto Maltese
Adeus ó Serra da Lapa
Queda do Império
Tinta verde
Leitaria Garrett
ENCORE
Marcha de Alcântara (aqui seria o Negro fado, mas eu não gosto de marchas populares)
Rua do Quelhas (dedicado a Mafalda Arnauth e JP Simões e à causa da música portuguesa na rádio)
Menina estás à janela
Maria da Fonte
Vou-me embora, vou partir
A morte saíu à rua
Falta dizer que o palco fez desejar ardentemente a máquina fotográfica e uma autorização especial para poder andar por ali à vontade ou, em alternativa, uma objectiva que apanhasse aquilo tudo e disfarçasse a inexperiência da artista. Na pantalha ao fundo, predominaram a geografia pessoal - Alentejo e Lisboa - e as pessoas e as palavras que estão na música dele.
Saíu feliz e de punho erguido.
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