August 27, 2006

Martim Moniz num Sábado com sol

photo Jordan Husney

Está sempre molhado o chão. É das fontes. Se formos de sandálias, temos de ir saltitando para não molhar os pés. Um dos quiosques debita o amor verdadeiro do Robbie Williams, mas sem incomodar quem passa. O minimercado chinês cresceu e é já um supermercado, resplandecente de ares condicionados retemperadores. A mercearia dos indianos, na entrada para o Metro continua do mesmo tamanho: estreita e palpitante de tentações. As prateleiras plenas de cheiros adocicados e sensuais. Aromas de aperitivos misturados com tinta para o cabelo, de incensos com nomes de santos, ladeados por sacos de grão e mangas. Pacotes de preparados de iguarias e guloseimas seduzem e impõem indecisões. Quando vamos embora, sabemos que ainda ficou quase tudo para ver.

8 comments:

Anonymous said...

deve ser giro. gosto muito desses ambientes.

margarete said...

estimulas a vontade de me oferecer para me levares lá "num sábado destes" :)

menina-alice said...

You got yourself deal, babe! ;) Não te vais arrepender.

margarete said...

:D

Anonymous said...

Tão bonito é o Martim Moniz assim descrito ;) Bom Dia!
Maria

magarça said...

É uma viagem a outra cidade que vive em Lisboa.

aldina said...

Em contrapartida o Centro Comercial da Mouraria é uma versão da clausura do "tudo" que é primordialmente da rua! É uma provocação atroz para os sentidos ao invés da discrição que acabo de ler desse mesmo "tudo"...

menina-alice said...

Concordo em absoluto. E o tudo que ficou para ver também é feito dessa claustrofobia.