June 20, 2007

por aqui tudo muito bem, obrigada

A Margarete está de vizinha nova e anda a passar as passinhas. Eu prometi que lhe explicava como se resolvia o problema.

Mesmo logo a seguir ao Verbo: vim viver para esta casa há 8 anos, na noite de 24 para 25 de Abril (pois!). Estava então grávida (mas pouco). Lá pelo tempo em que começou o calor, estranhei que a roupa que eu estendia do lado direito do estendal aparecia húmida. Um dia comprei na Benetton uma t-shirt caríssima (verde-alice) e lavei-a antes de a vestir a primeira vez, porque cheirava a têxtil confeccionado por criança de 6 anos. No outro dia de manhã, a minha t-shirt nova-caríssima de grávida, cor verde-Alice, tinha várias marcas de lixívia. E uma camisa preta do dono estava também no mesmo estado.

Desvendei então o mistério: a minha vizinha de cima - a D. Guilhermina - lavava (todas as noites) as suas cuecas com lixívia e pendurava-as. A lixívia das cuecas da D. Guilhermina, inevitavelmente, acabava por pingar sobre a minha roupa. Sem ameaças (sequer veladas), fiz uma cartinha de cerca de 10 linhas absolutamente vis e cruéis, deixei-a logo pela manhã na caixa de correio dela e, desde essa altura, ela teme-me como à peste. Se eu entro no elevador e ela já lá está, baixa os olhos para o chão e, quando tem coragem (e muita necessidade) de se me dirigir, fá-lo de modo subserviente e dócil. Comme il faut.

Confesso que há momentos - raros e muito breves - em que a culpa me perpassa a mente. Ponho-os para trás das costas de imediato, pois nunca mais a minha roupa foi molestada pelos excessos desinfectantes da D. Guilhermina.

4 comments:

lia said...

:-D

Devia ter pedido a tua ajuda quando tinha de me debater diariamente com as maléficas velhas do Alto da Ajuda...

margarete said...

acho que o meu guarda-costas já tratou do assunto, 'nina-alice

(como é evidente, não quis saber os pormenores da dita intervenção)

Anonymous said...

Não fossea menina Alice licenciada em direito. J.S.

menina-alice said...

Ao dispor, Lia. Sempre. ;)

Depois tens de me contar, Margas.

Foi sem direito, JS. Usei de maldade pura e simples. Sem lei.