July 21, 2007

afinal não somos as únicas

Ontem confessava à Lia que padeço do mesmo mal que ela: até efectivamente ler as letras das músicas, farto-me de ouvir coisas que lá não estão e, não fosse ser uma pessoa cautelosa e discreta, meteria calinada da mais embaraçosa se cantasse. O facto de a Lia - logo ela! - o ter confessado, deu-me algum ânimo para abrir o coração e partilhar esta minha carência auditiva. Ficou a promessa de um best of, que não sei se conseguirei cumprir, por estarmos num campo de evidente recalcamento. Entretanto, a Lia, entidade de inefável sensibilidade, suspeito que em jeito de consolo, revelou-me que existem sites, centenas, milhares de sites com testemunhos organizados de outros como nós.

É sempre bom podermos perder-nos na multidão.


A despropósito, o FMM tem um ponto muito positivo no que aos agridoces aromas freaks diz respeito: normalmente está frio e, mesmo quando pulam, começam a transpirar mais tarde. Já o vento pode ser um desfavor, mas aí o remédio é mesmo mudar de poiso.

2 comments:

João Lisboa said...

Opá, mas o Tom Waits já explicou há bastante tempo que isso não é problema nenhum (antes pelo contrário):

"Gosto de coisas mal compreendidas. Penso que tenho um problema de processamento auditivo. Gosto de ouvir uma canção num rádio ao longe e não a perceber bem quando é interrompida pelo som de um avião, do vento ou de um tractor. Gosto das peças que faltam. Não gosto das coisas muito arrumadinhas. O Terry Gilliam ouviu aquela frase de 'The Part You Throw Away' onde canto 'In a Portuguese saloon' e julgou que eu estava a dizer 'On the porch the geese salute'. Fica muito melhor assim! Espero que haja muito mais gente que me compreenda mal"

menina-alice said...

A Lia, o Tom Waits... ObrigadaS, a sério. Já sinto que pertenço e isso é importante.