November 27, 2007

já te perdoei, Joyce

Os clientes que não pagavam, os que mentiam, os que mentiam mesmo até à audiência, os que não sabiam fazer um telefonema, mas sabiam pedir laudos de honorários à Ordem, as salas dos tribunais, indignas, estragadas, ineptas, obsoletas e rançosas, a indolência subserviente dos funcionários bolorentos, a impunidade constitucionalizada da negligência de alguns magistrados, os inomináveis e indescritíveis colegas. Os atrasos, os adiamentos, os subterfúgios, as subtilezas, as manobras dilatórias, as laterais escapatórias, a falta de frontalidade, a permanente labilidade. O jejum da moral na submissão confortável aos caprichos da forma.

Rever Joyce é confirmar que não há contrições.

3 comments:

pennac said...

Sempre a achei mal empregada no Furillo. Que, afinal, parece que era gay...

margarete said...

LOL, pennac!


menina-alice, deixa-me dizer-te (não me lembro se disse) que depois de saber desta Joyce-thing tanta coisa está explicada :D
maraBilha! podemos mesmo dizer: bBem bBouas ambas as duas :P


p.s. temos de passar a label "todos temos um passado" para o meninas 8)

menina-alice said...

O FURILLO É GAY?!?!?! Impossível.

Tu ainda me hás-de explicar o que te expliquei, oh margareste das alturas.