January 10, 2008

uma coisa que eu queria mesmo ser

Fumadora ocasional ou fumadora regular não dependente. A classificação vem neste texto do Portugal Diário, que roubei da mesinha de canto onde me sento na Meditação na Pastelaria e que fala dos efeitos potenciadores de pensamentos suicidas do Champix. Efeitos que, já aqui escrevi, nem me passaram pela cabeça durante os dois meses em que tomei os little blue pills. Irei até ao ponto de afirmar que o Champix foi o medicamento mais fixe que eu tomei. Não era um aborrecido medicamento de curar e tinha uns efeitos secundários muito interessantes, com sonhos cheios de coerentes argumentos originais, denunciadores dos meus mais secretos e perturbadores segredos e anseios. Foi quase uma espécie de mini-psicanálise em comprimidos, que é como quem diz que, enquanto durou, foi bom.

8 comments:

João Lisboa said...

Ainda há bocadinho voltei a confirmar: estou a tornar-me um "fumador regular não dependente". Quer dizer, três horas e tal à mesa, sem fumar um cigarro nem pensar nisso.

pennac said...

"Everybody wanna be me"

pennac said...

3 horas e tal !!!??

Ana Cristina Leonardo said...

Todos os medicamentos que actuam ao nível do sistema nervoso central, como é o caso, são problemáticos. O facto de haver pessoas para quem são inócuos não quer dizer nada. O LSD tanto conduz a paraísos coloridos como a pesadelos bem negros. A cabeça das pessoas é um mundo muito estranho e imprevisível. Há que percorrê-lo com cautela.

cj said...

Eu fumo 3 cigarros por dia:
depois do pequeno almoço, almoço e jantar.
Ao fim de semana dou tréguas e fumo meio maço na sexta e outro meio no sábado (mais ou menos).
Comecei com este sistema há 2 anos e tem resultado (2 maços por semana é aceitável, complementados com exercício 3 vezes por semana).
O segredo é que, sabendo que posso entrar em alguns excessos ao fim de semana - etílicos incluídos - não tenho a ansiedade de querer fumar, já nem penso nisso a meio das manhãs ou das tardes).
E, pensando bem, os sacanas sabem mesmo bem é a seguir ao café e ao bushmills/jameson/aguardente (inverno).

menina-alice said...

Também digo: "três horas e tal à mesa"? Ao almoço?... Sem pensar?

Eu acho, Cristina, que deve ser por isso que achei tanta piada: nunca tinha "medicamentos que actuam ao nível do sistema nervoso central" e aquilo, de facto, foge ao nosso controlo. Observar e sentir (alguns d)os efeitos [i]me encanta[/i].

cj, não me dês ideias. Eu não sou muito difícil de convencer, sobretudo se a equação incluir cigarros e Jameson ou Bushmills.

João Lisboa said...

"Também digo: "três horas e tal à mesa"? Ao almoço?... Sem pensar?"

Yup. Início às 12.40, encerramento de actividades por volta das 16.00. Uma coisa esgotante, nem queiram saber.

N. said...

tu concentra-te, joão, se vais mais a almoços desses ainda sais de lá com um vício qualquer.