July 10, 2008

da série: a minha memória já não é o que era, mas ainda meto muito nojo

iSuzanne Vega

Ainda no outro dia me gabava que tenho tido muita sorte com os concertos estes últimos dois anos, sobretudo com as estreias (em mim) dos my own personnal Jesuses. Sendo estruturalmente optimista, gerei mecanismos de auto-defesa que me refreiam os entusiasmos que podem redundar em tremendas decepções com o benefício adicional de me baixar o nível das expectativas e o trabalho a geri-las. Assim me apresentei na portuguesa cidade de Torres Novas, depois de um longo e complicado dia de trabalho e de uma viagem mais comprida que se supunha. O recinto, instalado num campo de jogos de um complexo desportivo no meio de um jardim, mostrava um palco de cada lado e estava meado por umas quatro esplanadas do que aparentavam ser instalações provisórias de restaurantes da zona. Petiscos 6/10 num deles, de nome Tasca Rasca, com lista de espera muito organizada e serviço rápido e atento. Deu para matar saudades (ainda que em registo menos saboroso) de uma iguaria que só conheci há uns três anos e que tinha comido apenas uma vez, num caso estrondoso de amor à primeira vista: biqueirões alimados.

Suzanne Vega

Com uns providenciais vinte minutos de atraso (faltava só pagar a conta do jantar), começou o concerto de Suzanne Vega, ao ar livre, com a guitarra dela, o baixo dele e uma bateria toda pertinente. Simpatia contida e veludo vintage na voz, emolduraram clássicos de sempre que me fazem parte da corrente sanguínea e uma mão-cheia de temas do último disco. Não há alinhamento dos temas porque escolhi fotografá-la, mas só dei pela falta do "in Liverpool", que podia ter encomendado porque estava tão perto do palco, mas que não pedi porque me emudece a proximidade de divindades deste tamanho.

Suzanne Vega

O público, salvo um ou outro cidadão mais entusiasmado por motivos que o podem ter inabilitado para conduzir viaturas na via pública e crianças com seus sonos, esteve suspenso daquela presença que tenho sempre como franzina mas toda-poderosa nos silêncios em apneia que preenchem a redoma onde todos ficamos a ouvi-la.

Suzanne Vega

Espero que nas fotos (ainda um work in progress) se note que está muito bonita.

12 comments:

ícone indie said...

nota-se, nota-se, alizinha. está linda. ou melhor, continua linda. já eu estou com um ligeiro tom esverdeado. acho que se chama inveja. essa senhora é uma das minhas preferidas. ter faltado ao chamamento de torres novas é indesculpável. felizmente que postaste mete-nojo com toda a categoria. até mai'logo.

dolphin.s said...

mete-nojo!

João Lisboa said...

Vamos lá a ver se o Zimmer-coiso não perturba a série feliz.

Hoje, não há-de haver azar. Como diz o ícone, até mai'logo.

dolphin.s said...

ok. todos.

sacanas.

menina alice said...

Ficam lindas de verde, bózes as duas. :D >:>

Até mái daq8ui a pouco. E nada temas, djóne, que o Zimmer-coiso vai desbombar largo.

Mr. Steed said...

eu cá acho que a gaja tá mais gira agora do que quando era mai'nova.

e depois desta opinião de fino recorte fica a pergunta, estava muita gente a ver? aquilo estava compostinho?

menina alice said...

Sim, sim. Mas sobretudo com gente da terra, maioritariamente bem-comportada. Foi muito bom. Tenho pena de todos vocês que não foram.

ícone indie said...

[off topic] ó ali, acabei de ir espreitar o meninas, moças, gajas, cachopas, miúdas, fulanas, tipas, brasas, febras and so on, e percebi que uma das tuas cúmplices de crime tem dois felinos igualinhos ao meu gattusinho!!!!

menina alice said...

e tem. também só descobri esta semana. o gattuso merece uma photo shoot daquelas, não te parece?

margarete said...

"meninas, moças, gajas, cachopas, miúdas, fulanas, tipas, brasas, febras" :')

alex said...

Tenho pena de todos vocês que não foram

>:[

ícone indie said...

ó alizinha, se o gattuso for fotografado a sério, só há uma artista com garras para isso. preciso de dizer mais?