August 21, 2008

alquimia alada




Lamento muito o tom reaccionário, mas Nelson Évora mostrou que não é a mandar postas de pescada que se ganham medalhas. Merece ouro e merece vénia. Quem não valia ontem, continua a não valer hoje.

E não é que conseguiu pôr os meus colegas quase todos a interromperem o seu trabalho para o verem voar a três tempos? Sem bola descosturada, sem milhões, sem árbitros e suas férias, sem escarradelas para a relva, sem corrupção e sem urros sub-humanos com escolta policial.




título alternativo: o bom e bonito

15 comments:

dolphin.s said...

o verdadeiro triplo em um :D

rui g said...

Antes de mais, parabéns ao Nélson Évora, que merece tudo. Só não compreendo tanto ódio descarregado no futebol. Até parece que só no futebol é que há irregularidades. Mas é curioso verificar que um dos actos mais ignóbeis do desporto e que revela um desrespeito imenso pela verdade desportiva é o doping. E onde ele se vê menos é, por estranho que pareça, no futebol. Quero ver quanto destes heróis olímpicos irão, mais tarde, esconder a cara de vergonha! Seja no atletismo, no ciclismo, na natação, etc, etc, etc... Há tanta podridão no futebol como nos jogos olímpicos. Tal como também ambos têm coisas boas. E deixar de trabalhar para ver a bola é tão anedótico como para ver atletismo!

Mr. Steed said...

pá, camarada rui, ninguém está a descarregar ódio no futebol. não há é traseiro para a quantidade de tempo desperdiçada a falar dos onanismos futebolísticos e para a incapacidade de ver para além da bola.

uma comparação literária seria o facto de toda a gente só falar do paulo coelho todos os dias a toda a hora, paulo coelho, paulo coelho. Agora o paulo coelho foi fazer cócó, agora namora com a xica da silva, agora o paulo coelho foi comprar meio quilo de arroz, tunga, tunga, sempre a dar no paulo coelho, três jornais diários só a falar do paulo coelho, um gajo ligava a televisão e pimbas imagens em directo do paulo coelho, comentadores do paulo coelho, programas de rádio só para os ouvintes falarem do paulo coelho.

Fooooooooosgasss...atão e a malta que gosta da Margarida Rebelo Pinto? e da Maria Roma?

dolphin.s said...

oh que crl! mas será que se não se falar bem do futebol ou se não se gostar de futebol aparece logo alguém ofendido?!

haja pachorra!

o ronaldinho que jogue pelo mesmo dinheiro que estes senhores trabalham todos os dias.

pachorra! fds!

ícone indie said...

ó alice, não tenho remédio: ontem à noite lacrimejei enquanto via as notícias sobre a vitória do nelsinho. chgeguei a casa, sentei-me em frente à TV com gatos em cima do colo (campeões olímpicos indestronáveis de figure napping), alinhei no disparate galvanizador televisivo e funguei alarvemente enquanto assistia (finalmente) aos vários (belos)triplos saltos que lhe deram a medalha. é por estar corada de vergonha que venho aqui fazer o meu acto de contrição.

rui g said...

dolphin.s:

Não me parece que o meu texto seja o de uma pessoa ofendida. O seu, infelizmente, está perigosamente próximo de ser penosamente malcriado. É que os palavrões mesmo quando são abreviados, não deixam de ser palavrões. Precisava de baixar tanto o nível? De qualquer modo, considero a menina-alice demasiado inteligente e com sentido de humor para precisar de advogado de defesa.

dolphin.s said...

engano seu. eu sou muito bem-educada e de viva voz uso os palavrões sem serem abreviados. mas quando preciso descer à cova de onde saem os trolls (que parece nunca a fazerem funda o suficiente), tento usar a linguagem adequada ao nível dos mesmos - o fingidamente educado.

e não, a Dª Alice não precisa de advogados - eu sei-o melhor do que o exmº sr. as-dores-do-futebol-mal-tratado, não tenha dúvidas. é que em casa dela, eu sinto-me um bocado como em minha casa. não a costumo criticar ou mostrar ofensa quando a Dª Alice, em casa dela, fala do que gosta e goza com o que lhe apetece. é como o fumar - em casa a asae ainda não pode chatear. é pena que a asae do futebol tenha faltado às aulas de educação e ande por aí a tentar dar aulas aos outros.

a toca mais funda para a próxima, por favor.

dolphin.s said...

caso não tenha sido clara (tenho sempre algum receio no que toca à facilidade de sinapses em mentes toldadas pelo pontapé na bola) falava por mim. falo sempre por mim. e só me dou com gente que sabe falar por si. não se deve passar o mesmo consigo, passando-lhe pela cabeça, em casa de adultos, o juvenil argumento dos advogados de defesa.

compreendo-o. alguns mundos ficam assim piqueninos. não conseguem crescer, por mais que dêem pontapés na bola.

rui g said...

Volto a insistir (pela última vez). Se me der um exemplo no meu comentário (inicial) que tenha mostrado alguma ofensa, sou o primeiro a dar-lhe razão. Só reagi contra o facto de, quando se elogia alguém que o merece - como foi o caso da medalha de ouro - por norma, «atacam» sempre o futebol. Não a considero mal educada (porque nem a conheço) nem lhe chamei isso. A atenção foi só para o tipo de linguagem que usou no seu comentário. O argumento de ser preciso advogado de defesa não foi usado com essa intenção. É uma força de expressão que apenas usei porque não apreciei o seu tom de linguagem. E, acredite, um dos grandes problemas da nossa sociedade é julgar tudo pela mesma bitola. Seja na política, no futebol, nas artes (etc, etc). De qualquer modo, considero tudo o que escreveu um exagero, porque nem sou fingido, nem me sirvo dos outros para me tentar defender e se alguém se mostrou realmente ofendido, esta troca de «mimos» serviu bem para mostrar quem foi. Como estou na «casa» da menina-alice sem ter sido convidado, e, vendo as coisas por esse ponto de vista, sendo amiga dela tem, obviamente, mais direito do que eu a permanecer por aqui, vou-me retirar. À menina-alice, as minhas desculpas pelo espaço que ocupei no seu blog.

dolphin.s said...

"É uma força de expressão que apenas usei porque não apreciei o seu tom de linguagem."

obviamente um problema seu. assim como é um problema seu não gostar que os outros se exprimam como e sobre o que lhes aprouver.

a questão de direitos de permanência (doh?) não me cabe nem a mim nem a si. aliás, parece-me mais uma não-questão. enfim. uma bonita saída em tom drama-queen.

rui g said...

«a questão de direitos de permanência (doh?) não me cabe nem a mim nem a si. aliás, parece-me mais uma não-questão. enfim. uma bonita saída em tom drama-queen.»

O «vou-me retirar» diz respeito à discussão que, parece-me, não tem tido qualquer interesse. Hei-de continuar a visitar o blog porque gosto dele. A não ser que a autora pense o contrário, naturalmente.

menina alice said...

O que aqui vai...

Eu faço minhas as palavras do Steed. A comparação é brilhante. Não é um ódio que me consuma, rui, antes me mantém boquiaberta este permanente ensaio sobre a cegueira de não nos aviltarmos com a influência que o futebol e o seu abastardamento pesa no mundo.

De resto, sendo este o meu blog e não me achando eu em condições de ser um ser integralmente democrático, quando um comentário me desagradar verdadeiramente, não hesitarei em apagá-lo. E detesto a maioria dos advogados com muita propriedade. A dolphin sabe. :D

menina alice said...

"ó alice, não tenho remédio: ontem à noite lacrimejei enquanto via as notícias sobre a vitória do nelsinho."

Estou tão a milhas da tua grandiosidade como ser ómano! Onde eu me resguardo, entras tu de peito aberto e olhos límpidos perante a adversidade! Cheers mate! 'Tou contigo e não largo.

Mr. Steed said...

ai a menina alice disse que eu fui brilhante....blinc, blinc, blinc...

então e uma pergunta mai'gira ainda? que modalidades, entre as que este ano fizeram parte do programa, devem ir com os porcos em 2012?

e quais de entre estas devem entrar?

O squash, o râguebi, o golfe, a patinagem e o karaté

Para mais informações ler o artigo do publico de Domingo.

N. said...

Foi o sorriso feliz mais bonito que eu vi no ecrã nos últimos meses. Contagia.