September 05, 2008

da série: quotidianos proletários

Todos os dias, mal passo o portão: I see a darkness, Bonnie 'Prince' Billy (I see a darkness)

Assim que coloco o dedo no leitor digital do relógio de ponto: I'm just dreaming of the time I can go home, Billy Bragg (Farm Boy)

Quando o meu chefe me diz bom dia: Do que um homem é capaz, as coisas que ele faz p'ra chegar aonde quer, José Mário branco (Do que um homem é capaz)

Naquele momento em que me estão a confidenciar problemas das vidas pessoais: I think I'm alone now, it doesn't seem to be anyone around, Tiffany (I think I'm alone now)

A meio da manhã: By half past ten your head was going ding-dong, Alabama 3 (Woke Up this Morning)

Os meus colegas, sempre, todos os dias: I see how their eyes are gathered into one, Suzanne Vega (Solitude Standing)

Eu, sempre, todos os dias, enquanto lá estou: The beginning of it starts at the end, Tom Waits (Walk Away)

Lá para as 15, a tentar consolar-me e ser objectiva: And sometimes we don't come through, sometimes we just get by, The Go-Betweens (The Devil's Eye)

Porque eles estão sempre a ouvir a RFM e acham que são um bocadinho de esquerda porque reconhecem o Terça-Feira do Sérgio Godinho: But you don't really care for music, do you?, Leonard Cohen (Hallelujah)

Porque continuo lá: Nature's got rules and Nature's got laws, Laurie Anderson (Monkey's Paw)



BOM FIM-de-SEMANA

2 comments:

alex said...

belo post. :D

ivan said...

muito bom.

mas não concordo com a última música.

apenas porque não continuaria lá, num cenário tão mau.