October 18, 2008

alta médica - baixa médica - alta médica - baixa médica - alta - baixa (...)

[...] Mas as relações tal como as conhecemos acabaram. E o amor tal como o vivemos está a renascer. Se ainda não encontraram esta verdade na vossa vida, têm apenas de olhar à vossa volta. A vida das nossas relações está em descalabro. Não há nenhum de nós que não tenha ficado com o coração partido ou com um desgosto de amor, passado por um divórcio demolidor ou por uma terrível noite a sós no sofá. A vida contestou a nossa imagem mítica do que devia ser uma "verdadeira relação". E apesar de sabermos, pela nossa própria experiência pungente, que as relações não são a solução para tudo, continuamos a buscá-las, a querê-las, esperando que nos façam totalmente felizes, que nos devolvam a nós próprios.
Que a forma já não funciona é óbvio em toda a parte. Recentemente, no espaço de poucos meses, conheci as seguintes pessoas: uma mulher, supostamente bem casada e mãe de uma criança pequena que, para preencher as suas necessidades emocionais, mantém duas relações sexuais fora do casamento. Uma mulher, casada duas vezes sem êxito e, finalmente, pela terceira vez numa união extraordinariamente romântica e sentida, que se encontra novamente à beira do divórcio, após dez anos deste terceiro casamento "perfeito". Uma divorciada que mantém uma relação platónica com um homem casado que vive a centenas de quilómetros de distância e, em simultâneo, ligações sexuais com dois homens na cidade onde vive, e que explora, com um grupo sério e empenhado que reúne mensalmente, formas alternativas de relacionamento. Um homem de meia-idade, casado por duas vezes e pai de três rapazes, que acaba de mandar a sua terceira amada para uma pós-graduação sabática de um ano na Europa com a bênção de que "todo o homem que seja teu amante enquanto eu não estiver será um irmão para mim". A mãe solteira de uma filha de nove anos que tem uma ligação há vinte e cinco anos com um homem que não é o pai da filha. A mãe solteira de um rapazinho, que não tem relações sexuais mas mantém uma intimidade emocional estável com um homem que considera como seu "marido emocional". Uma mulher casada na casa dos quarenta, que nunca casou, que há sete anos mantém uma relação de fim-de-semana com um homossexual que também tem um amante do sexo masculino. Uma viúva com filhos, casada pela segunda vez, que acolheu dois enteados e enviuvou novamente, ficando com quatro crianças sem pai, duas das quais nem sequer são suas. Um homem na casa dos quarenta, que nunca foi casado, que mantém relações com um grupo de mulheres lindas, algumas das quais suas amantes, outras não, que, em conjunto, lhe preenchem as necessidades emocionais e libidinosas. Um homen no início da casa dos trinta que tem uma ligação com uma mulher com pouco mais de cinquenta anos e pensa casar com ela. Uma mulher não casada no final da casa dos quarenta que é considerada "solteira", mas que nunca passou mais de três semanas sem uma relação íntima. [...]

em O Futuro do Amor, de Daphne Rose Kingma

do blogscraps

20 comments:

manuel said...

Já viste o filme "Happiness" do Todd Solondz?

Ana Cristina Leonardo said...

porra!

alex said...

O Amor é um lugar estranho.

Mr. Steed said...

aaaargh! as cores!!! o horror! o horror!!!

margarete said...

"esperando (...)que nos devolvam a nós próprios" a haver erro, será aqui, não?

gosto do azul, mas a letra fica difícil de ler

b'dia :)

p.s. grande filme, Manel

Mr. Steed said...

difícil de ler? aaarrrgh! estou aqui com convulsões! arrrggghh!!!iiiirrrrrch!! ooooorgh!

João Lisboa said...

Epáááááá!!!... Muda-me já estas cores depressa!...

E a letra... blhergh!

Alicinha, foi qualquer coisa que te caíu mal?...

Veronica Electronica said...

Os relacionamentos são tudo menos aquilo que achamos que são.

menina alice said...

Fogo! Ninguém me compreende. Isto ainda são testes. Claro que, com vocês nestes propósitos (e outros que nem comentam aqui), mesmo que não fossem, agora não tinha outro remédio...

menina alice said...

"Já viste o filme "Happiness" do Todd Solondz"

Sabes que eu acho que sim, mas não me lembro de nada?... Tenho de fazer refresh.

N. said...

meteste o vermelho para implicar com o JL que em tempos falou qualquer coisa deste vermelho que já cá esteve. Podes não te lembrar e ser uma cena inconsciente mas eu sei que foi por causa disso.

:P

quantos aos relacionamentos: eu que o diga! nunca eu pensei que um dia ia acordar com uma cadela deitada ao meu lado na cama, de cabeça pousada na ponta da almofada.

pennac said...

Ninguém sabe para o que (ainda) está guardado. (Isto é o meu "optimistic mode")

João Lisboa said...

"Sabes que eu acho que sim, mas não me lembro de nada?..."

:)

menina alice said...

"'Sabes que eu acho que sim, mas não me lembro de nada?...'

:)'

Assim pareces aqueles advogados do mal!



"meteste o vermelho para implicar com o JL que em tempos falou qualquer coisa deste vermelho que já cá esteve. Podes não te lembrar e ser uma cena inconsciente mas eu sei que foi por causa disso."

Para já, eu não posso embirrar com o Lx porque ele sabe demais. Depois começo a desconfiar destas referências constantes aos passados, só para me fazerem sentir desmemoriada. E eu nunca tive este vermelho no blog. E posso prová-lo!

"unca eu pensei que um dia ia acordar com uma cadela deitada ao meu lado na cama, de cabeça pousada na ponta da almofada."

Vá lá que é só na ponta. Espero que a almofada seja dela... Se bem que, se for dela e estiver ao lado da tua almofada... :D

pennac said...

Are we done here with the colors? Can I reset the system? :D

menina alice said...

acho que não... sabes aqueles dias em que tu olhas para o guarda-fato e nada te apetece?...

N. said...

"Depois começo a desconfiar destas referências constantes aos passados, só para me fazerem sentir desmemoriada. E eu nunca tive este vermelho no blog. E posso prová-lo!"

a tua sorte é que tens um blog imenso e eu estou um bocadito à nora nas referências temporais (coisas que já deixaste no blog há muito parecem-me recentes - isto deve ser já aquela cena idosa de nos lembrarmos de tudo o que é passado distante e não conseguirmos lembrar-nos do que é recente)
Mas, olha, eu ainda vou procurar e vou encontrar um coment do Lx a dizer-te: Alice, que raio de cor, tu muda-me isto!
e se não era este era semelhante, ok? já sabes vermelhos confundem-se, ou seja vermelhos são vermelhos, não há vermelho cueca, vermelho piscina e tal.

Mr. Steed said...

sim sim...testes. o Mengele tb dizia q eram testes....

http://www.geocities.com/strani_felicita/teoria.htm

http://www.abra.com.br/index.php?p=ofiver&id=129

http://www.colortools.net/color_combination.html

http://www.colorsontheweb.com/combiningcolors.asp

menina alice said...

Fogo! Tu és grande, oh Steed!...

Mr. Steed said...

ich? nein nein fraulein Alice...das Google!