February 18, 2006

A Internacional

Em Paladru somos sempre muito bem recebidos. E a Ana tem estado a dar-me dicas preciosas para melhorar a recepção dos visitantes na teia e o prazer todo que o meu umbigo tira disto tudo. Já por isso se justificava este post. Porém, ele existe porque hoje, em net-passeio, cruzei as fronteiras daquele reino, e fui saudada pela força monumental d'A Internacional, que roda em fundo. Assim homenageio a ideia e fico com os links preciosos todos que a Ana lá deixou. A imagem também vem de Paladru.


4 comments:

ana said...

Olha, pois tens :) Eu ainda não li as coisas todas de quando estive fora :) Pá, é linda a força deste som, e ficou a bombar no arquivo de Paladru de Fevereiro e eu não vou tirar (o mp3 nem é meu, só o meti entre códigos hehehe), agora sempre que lá vou ouço A Internacional. E nem queiras saber, deixei esse post e na manhã seguinte, muito cedo, estava no aeroporto e só me apetecia desatar a cantar essa música. Mas não a levei, levei o leitor de mp3 com 60 e poucos temas, ainda hei-de fazer um post a dizer quais, tipo “que sons levarias para uma viagem fulminante?”. Primeiro tinha pensado não levar música, mas depois lembrei-me de Beethoven e conclui que não podia ir conhecer aquilo que ia conhecer sem levar Beethoven, porque o mais certo era haver alguma coisa grandiosa (e houve mais que uma) e ia apetecer-me ouvi-lo, mas depois também me pareceu totó levar um leitor de mp3 só com 2 temas (que eram o 2º andamento da 7ª, que depois acabei por deixar no blog, e o 1º andamento da 5ª sinfonia). Então escolhi mais uns quantos, mas foi uma escolha tipo arca de noé, “só posso levar alguns temas e têm de ser especiais”. Estive umas três horas a escolher. Levei Ali Farka Touré. E Animal Collective. Também levei Tom Waits. Levei o Harry do disco kitsch porque andava a ouvir muito na altura. Mas o que fez mesmo impressão foi Tom Waits. Ouvi muito “Kommienezuepadt”, do “Alice”, sobretudo, que esse tema soa-me sempre muito a liberdade. É esquisito mas as músicas foram todas mais ou menos testadas, algumas não faziam sentido onde estive. Tom Waits fez sentido, continuou a soar como sempre. Fez-me impressão porque a quinquilharia sonora toda dele pareceu-me estar, neste nosso mundo, como as noites grandes estão para aquele onde estive. Ainda não percebi bem isto. Mas pensei que se há som que arrasa as paredes todas que temos a mais é mesmo o do Tom Waits.

ana said...

Agora penso ainda bem que levei esses temas porque, como ouvi todos na viagem, agora quando os ouço lembro-me melhor de estar lá. A música tem poderes de fita magnética fabulásticos.

menina-alice said...

Eu gosto muito dessa sensação. Até o William o sente. Nas férias de há uns dois anos, ouvimos muito a Antologia do Chico. Passados muitos meses, íamos no carro e pus o disco e ele disse logo que aquela música era das férias!

menina-alice said...

De resto levaste bela musiquita, levaste! ;)