May 21, 2007

remendos e côdeas

O pragmatismo é apenas uma forma de disfarçar a preguiça de pensarmos o que sentimos e de nos confrontarmos com o ritmo da nossa respiração. De resto, é inofensivo.

9 comments:

jm said...

eu li isto hão umas horas, duas vezes, agora voltei a ler. e acho que não concordo.

acho, verbo que tem margem para o erro.

menina-alice said...

Lá vamos nós ter de derramar uns canecos a discordar sobre isto. Nas margens de certa maneira. ;)**

Paulo said...

Um enunciado lindo, pelo que concordo. Basta-me.

jm said...

Vou tentar elaborar.

Eu adoro o pragmatismo e concordo seja o disfarce para o confronto com o ritmo da nossa respiração.

Mas, mesmo sendo pragmático, como me julgo, comparando com o meio envolvente, não deixo de pensar o que sinto durante qualquer acção pragmática ou aplicação do pragmático pensamento. Não concordo, portanto, com «a preguiça de pensarmos o que sentimos».

Quanto a ser inofensivo, penso que existe aqui alguma carência de objectividade, menina-alice.

Eu considero o pragmatismo inofensivo, uma vez que sou praticamente confesso. Contudo, olhando melhor, sei que as acções originadas no meu pragmatismo causam efeito (bom ou mau) nas pessoas e meio envolvente, sendo que será muitas vezes ofensivo para uns e outros que por aí vagueiam.

Deixo, com certeza, em aberto que o teu enunciado seja a regra e eu uma das excepções....

Nada desta conversinha invalida os canecos.

Paulo said...

"Nada desta conversinha invalida os canecos."

Tb quero (glup!).

menina-alice said...

Não é carência de objectividade, acho eu, Zé. Era um balanço de ironia. É recente o meu afastamento do pragmatismo, mas foi simples e é verdadeiro e efectivo. Definitvo também, espero. As minhas verdades valem para mim. E tu seres excepção às regras já é da família dos meus sorrisos.

Canecos, concerteza, rapazes. ASAP.

margarete said...

eu também quero!

jm said...

Agora tenho que reclamar. Reclamo às entidades superiores a perda de uma pragmática. :p

Vou ali chorar.

Em verdade, digo-o de alma aberta, tenho vindo a desejar cada vez mais abandonar o pragmatismo, mas tal só seria possível a nível pessoal, o profissional depende mais de mim e eu da porra do emprego, enquanto não arranjar melhor, onde as minhas políticas não sejam castradas após serem expostas.

Se calhar, tendo em conta a tua resposta, o que eu tenho é uma grande dor de cotovelo.

BEIJO

menina-alice said...

Mas a nível profissional é diferente. Naquelas 7/8 horas dia, para o que eu faço, pragmatismo é eufemismo, Zé.

;)